NOTA DO PSOL-FLORIANÓPOLIS SOBRE O AUMENTO DA TARIFA DE ÔNIBUS


O ano de 2015 começou com diversas sinalizações de que será um ano difícil para os brasileiros. Os novos ministros do governo Dilma já apontam para um ano com uma politica econômica de austeridade, com cortes de diretos trabalhistas e sociais.Consolida-se o avanço de politicas de  retração dos direitos constitucionais, no campo e na cidade.
No âmbito dos municípios, a articulação das prefeituras via Frente Nacional de Prefeitos tenta garantir o aumento da tarifa dentro do cenário que avalia mais favorável para si próprios e para aqueles que os financiarão nas eleições de 2016. Assim, os primeiros meses desse ano foram escolhidos para a implementação desse aumento com o objetivo de dificultar as mobilizações populares e evitar uma reedição das manifestações de junho de 2013 no país,  evitando igualmente um aumento de tarifa em ano eleitoral. Em São Paulo, a passagem do transporte público subiu de R$3,00 para R$3,50 e no Rio de Janeiro de R$3,00 para R$3,40. A mesma tendência vem aparecendo em outras cidades brasileiras.
Na capital catarinense, o prefeito César Souza Jr. (PSD) tenta adotar uma postura similar. Entretanto, o desgaste obtido em seus dois primeiros anos de mandato em função do atropelamento dos processos de votação da licitação do transporte público, do Plano Diretor e das recentes denúncias  de corrupção feitas pela  operação Ave de Rapina, onde a investigação da Polícia Federal indica o envolvimento de diversas pessoas do Poder Executivo Municipal e de 14 vereadores, faz com que a prefeitura tenha de ser mais cautelosa em suas medidas. Dessa maneira, chegou a anunciar um reajuste nas tarifas dos transporte no início de dezembro, mas poucos dias depois, recuou dizendo que analisaria as planilhas de custos para definir esse aumento ainda em janeiro. A licitação promovida pela PMF não trouxe avanços para a melhoria do transporte público do município; as mudanças prometidas com a nova licitação se limitaram a pintura de alguns poucos ônibus, além de corte de linhas e horários. Apesar de  propostas supostamente alternativas de  investimentos em outros modais de transporte , coletivo, como o  milionário e  questionável  teleférico,  de notória  ineficiência,  o que se percebe  pela cidade é  o  de aprofundamento do rodoviarismo e do automóvel individual  como  forma  prioritária de transporte para a cidade.
Diante desse cenário  e da iminência de um possível aumento de tarifa, o PSOL de Florianópolis entende que o lugar de seus filiados e militantes é ao lado dos  trabalhadores, dos usuários do transporte e dos movimentos organizados na Frente de Luta pelo Transporte, na construção da redução da tarifa, no fortalecimento dos movimentos sociais da Grande Florianópolis pela garantia dos postos de trabalho dos cobradores,   rumo à tarifa zero e pelo  ao controle social do transporte público.  
Assim, convidamos todas e todos para construírem e participarem do ato no dia 13 de janeiro, às 17 horas, que está sendo chamado pela Frente de Luta pelo Transporte.
  
Pelo pleno Direito  à Cidade
PSOL Florianópolis

Nota do PSOL: Seguir lutando para mudar o Brasil

Dilma não nos representa. Nenhum voto em Aécio.

O PSOL cresceu nas eleições de 2014. Dobramos nossa votação em relação a 2010, num cenário ainda mais difícil. Agradecemos a cada um dos 1.612.186 eleitores que destinaram seu voto ao fortalecimento das bandeiras que defendemos durante a campanha eleitoral. Conseguimos dobrar a representação parlamentar do PSOL, que alcançou cinco deputados federais e doze deputados estaduais. Essas bancadas farão a diferença nos seus estados e no Congresso Nacional na luta por mais direitos. Nosso projeto sai fortalecido das urnas, conquistando o quarto lugar em uma eleição marcada pela desigualdade da cobertura da imprensa, dos erros das pesquisas, do impacto do poder econômico e do desequilíbrio no tempo de televisão. Nada disso teria sido possível sem a militância do PSOL, que fez a diferença e conquistou, com muita dedicação, esse expressivo resultado.
Cumprimos o nosso papel, apresentando a melhor candidata e a melhor proposta para o Brasil. Luciana Genro constituiu-se como a principal referência da esquerda coerente e este é um enorme patrimônio de todo o PSOL. O programa que defendemos é o programa necessário para que se avance em direção a um Brasil justo e igualitário, livre da exploração e de todos os tipos de opressão. Esta foi nossa principal missão política nestas eleições, e avaliamos que a cumprimos bem.
Um segundo turno, quando não nos sentimos representados nele, é muitas vezes mais do veto que do voto. Entendemos que Aécio Neves, o seu PSDB e aliados são os representantes mais diretos dos interesses da classe dominante e do imperialismo na América Latina. O jeito tucano de governar, baseado na defesa das elites econômicas e nas privatizações, com a corrupção daí decorrente, significa um verdadeiro retrocesso. A criminalização das mobilizações populares e dos pobres empreendida pelos governos tucanos, em especial o de Alckmin, nos coloca em oposição frontal ao projeto do PSDB e aliados de direita. Assim, recomendamos que os eleitores do PSOL não votem em Aécio Neves no segundo turno das eleições presidenciais. Não é cabível qualquer apoio de nossos filiados à sua candidatura.

A provável capitulação de Marina Silva à candidatura tucana demonstra a sua incapacidade de representar legitimamente o desejo de mudanças expresso nas ruas e comprova que a “nova política” não pode ser um atributo daqueles que aderem tão rapidamente ao retrocesso.
É preciso também afirmar que, diante do que foi o seu governo e sua campanha eleitoral, Dilma está distante do desejo de mudanças que tomou as ruas no ano passado. Seu governo atuou contra as bandeiras mais destacadas de nossa campanha, como a taxação das grandes fortunas, a revolução tributária que taxe os mais os ricos e menos os trabalhadores, a auditoria da dívida pública, contra a terceirização e a precarização das relações de trabalho, fim do fator previdenciário, a criminalização da homofobia e a defesa do casamento civil igualitário, uma nova política de segurança pública que acabe com a “guerra às drogas” e defenda os direitos humanos, a democratização radical dos meios de comunicação, o controle público sobre nossas riquezas naturais, os direitos das mulheres, a reforma urbana, a reforma agrária e a urgentíssima reforma política, que tire a degeneração do poder do dinheiro nas eleições, reiterado neste pleito, mais uma vez. Por tudo isso, se Dilma vencer o segundo turno, o PSOL seguirá como oposição de esquerda e lutando pelas bandeiras que sempre defendemos, inclusive durante a campanha eleitoral.
A partir destas considerações, o PSOL orienta seus militantes a tomarem livremente sua decisão dentro dos marcos desta Resolução, conscientes do significado sobre o voto no segundo turno, dia 26 de outubro, e agradece mais uma vez a todos o(a)s seus/suas eleitores(as) e apoiadores(as) pela confiança recebida nestas eleições.
PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE – PSOL
São Paulo, 8 de outubro de 2014.
Nos 47 anos da morte do comandante Che Guevara.

Nota de repúdio a ação da PF e da PM na UFSC no dia 25 de Março

O Partido Socialismo e Liberdade – PSOL vem a público repudiar com veemência a ação desastrosa, virulenta e desproporcional protagonizada pelo Superintende da Polícia Federal, Paulo Cesar Barcelos Cassiano Jr., com apoio da Polícia Militar, no Centro de Filosofia e Ciências Humanas do Campus da Universidade Federal de Santa Catarina-UFSC, na tarde da última terça-feira (25/03/14).
A poucos dias do marco de 50 anos do golpe militar no Brasil, o episódio nos fez recuperar os nomes e histórias de estudantes, servidores e professores que foram mortos por acreditar na transformação da sociedade, na construção de uma sociedade pautada na solidariedade, no respeito à diversidade, no diálogo permanente, no espírito democrático, valores bem diferentes dos que motivaram a violência do aparato policial contra a Universidade Federal.
Após a redemocratização no Brasil e a reabertura dos centros acadêmicos e diretórios centrais dos estudantes, fechados e colocados na clandestinidade pela ditadura militar, construiu-se o consenso de que o lugar da Polícia não é na Universidade. Porém, este consenso nacional aos poucos vem sendo quebrados pelos braços da repressão, colocando na ordem do dia o debate sobre a desmilitarização.

Nenhum motivo é razoável para justificar o ocorrido, mas os motivos ventilados pelo Superintendente Cassiano nos causa um espanto ainda maior. Agiram de forma desproporcional, intransigente e violenta, como não é raro em nosso país, sobre um crime que não é penalizado pelo ordenamento jurídico, gastando mais de R$4 milhões numa operação de “inteligência” que resultou apenas em sangue e destruição.    
Ressaltamos que os organismos mundiais, como a ONU, indicam que a “guerra às drogas” se mostra ineficaz, devendo o assunto ser tratado na seara da saúde pública, e não mais nos tribunais penais.
Compreendemos que as horas de violência que tomaram conta do campus da UFSC, no último dia 25 de março, não são, infelizmente, fatos isolados. O mesmo autoritarismo e o mesmo desrespeito aos direitos humanos fundamentais são a rotina de nosso povo, que são cotidianamente criminalizados e perseguidos, sem direito a voz, a justiça e estigmatizados e/ou invisibilizados pelos meios de comunicação, cujas versões dos fatos, via de regra, atentam frontalmente ao dever constitucional de informar a população com a verdade dos fatos.

Finalmente, ao mesmo tempo em que nos solidarizamos e nos integramos a esta luta, queremos manifestar o nosso repúdio com relação à atitude exacerbada do Superintendente Cassiano ao menosprezar uma instituição séria e respeitada que é a Universidade Federal de Santa Catarina e a qualquer tentativa de criminalizar o movimento estudantil.
Florianópolis, 01 de Abril de 2014

Partido Socialismo e Liberdade - PSOL 

A exaltação de um factoide

Marcelo Freixo, deputado estadual do PSOL no Rio de Janeiro.
 
Pela terceira vez em menos de uma semana, O GLOBO me cita em seus editoriais. As diferenças do texto publicado ontem em relação aos demais são o tom menos arrogante e o alvo. Após a péssima repercussão das tentativas de associar a morte do cinegrafista Santiago Andrade a mim, o jornal assume postura mais cuidadosa, até porque o objetivo é explicar a cobertura da tragédia aos seus leitores.

Estranho é O GLOBO não demonstrar tamanho ímpeto editorial quando o assunto é, por exemplo, a comprovada ligação entre o ex-governador em exercício Sérgio Cabral e o empreiteiro Fernando Cavendish. Quantos editoriais foram dedicados ao fato de a empresa de advocacia da primeira-dama, Adriana Ancelmo, ter contratos com concessionárias estaduais? Quantos textos foram escritos sobre as relações entre o governador e Eike Batista?

Vamos fazer uma rápida retrospectiva. No editorial do dia 12 de fevereiro, o jornal me trata como inimigo da democracia. Achei interessante o grupo tocar no assunto. Afinal, no próximo 1º de abril, o golpe militar completa 50 anos e a empresa deve ter histórias palpitantes para contar.

Dois dias depois, o jornal afirma que meu gabinete tem comprovada proximidade com os black blocs. Comprovada proximidade? Creio que o manual de redação do grupo é mais criterioso do que levam a crer seus editoriais. A comoção provocada pela morte do cinegrafista Santiago Andrade não pode ser usada como instrumento de difamação.

Depois de tanta ferocidade, O GLOBO tenta justificar a série de matérias produzidas, com grande destaque, sobre a minha suposta ligação com os responsáveis pelo assassinato de Santiago. Num tom professoral e oportunamente sóbrio, o editorial “O dever de um jornal”, publicado ontem, se arrisca em novos malabarismos.

Primeiro, O GLOBO tenta justificar a manchete do dia 10 de fevereiro, que alardeia minha relação com os acusados, lembrando que a conversa telefônica entre o advogado Jonas Tadeu Nunes e a ativista Elisa Quadros foi registrada na 17ª DP (São Cristóvão). Logo, a existência do documento baseado num “disse me disse” seria suficiente para que uma denúncia grave como esta fosse divulgada. Tudo bem, se o argumento parece tão óbvio ululante e irrefutável para o grupo, por que os jornais “Folha de S.Paulo” e “O Dia”, por exemplo, não se comportaram da mesma forma e nada escreveram sobre o episódio? Então, a postura é, sim, controversa.

O tal Termo de Declaração registrado na delegacia foi produzido de forma irresponsável por um advogado extremamente suspeito e divulgado com destaque, no mínimo, inconsequente. Vejam que estranho: a conversa que suscitou as acusações ocorreu entre Jonas Tadeu Nunes e Elisa Quadros, como o próprio advogado disse, mas o documento foi assinado pelo estagiário Marcelo Mattoso.

Além disso, o delegado Maurício Luciano não teve acesso ao conteúdo da conversa. Por que ele não passou o telefone ao delegado? Por que não pôs a ligação no viva-voz? Ou seja, o Termo de Declaração, grande “prova” do GLOBO, é frágil por ter sido produzido sem qualquer cuidado.

Até aquele momento, ainda não sabíamos que Jonas Tadeu Nunes já fora condenado por danos morais, enriquecimento sem justificativa, e danos morais e materiais em três processos distintos — não vi O GLOBO destacar isso durante a cobertura. Apesar disso, sua atitude, naquele dia 9 de fevereiro, é digna de estranheza.

Jonas Tadeu Nunes não agiu como advogado nem como defensor dos interesses de seu cliente ao pegar o Termo de Declaração, imediatamente após o seu registro, e entregar nas mãos de uma repórter da TV Globo.

Por que O GLOBO não se interessa tanto pela conduta tão controversa e suspeita do advogado, como o faz quando ele dirige acusações sem provas contra mim? Enquanto veículos e colunistas de outros jornais, como Jânio de Freitas, da “Folha de S.Paulo”, acham tudo muito estranho, Jonas Tadeu Nunes reina sob os holofotes globais e leiloa informações. Quando acusa, o advogado recebe mais destaque que o delegado, responsável pelo inquérito.

O autor do editorial mente ao escrever que eu afirmei não saber de nada ao ser procurado por Artur, da equipe de produção da emissora, naquele mesmo dia. Em momento algum neguei ter falado com Elisa Quadros ao telefone.

Ela me ligou exclusivamente para relatar que temia a possibilidade de Fábio Raposo ser torturado no presídio. Eu falei que isso não aconteceria e desliguei. Sou presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e dezenas de pessoas me procuram para fazer denúncias.

Também não criei obstáculos para dar entrevista. Pelo contrário, dar entrevistas é o que mais tenho feito nestes últimos dias. Só pedi que o tal documento me fosse encaminhado antes. Afinal, não posso falar sobre algo cujo conteúdo desconheço. O jornal cumpriu sua obrigação de me ouvir, mas foi leviano ao publicar uma manchete baseada em “provas” extremamente frágeis. No fim da chamada de capa, o fatal: “O parlamentar nega.”

O GLOBO insiste em dizer que foi imparcial e comedido ao tratar do assunto durante a semana. Não foi. Basta ler os editoriais publicados e citados aqui. Como não havia provas e mais informações para me associar a esta tragédia, os ataques saíram dos espaços de notícia para os de Opinião. Não me acho acima do bem e do mal, como insinuou o jornal, numa tentativa de desqualificar minha indignação. Mas não vou titubear em defender minha trajetória ante acusações estapafúrdias.

Agora, o jornal tenta se esconder sob o manto da “missão jornalística” para justificar o noticiário desmedido e leviano dirigido contra mim e o PSOL. O papel nobre que O GLOBO atribuiu a si mesmo ontem, numa linguagem tão prudente, é mais uma tentativa de subestimar a inteligência de seus leitores.

Se não houvesse tanta indignação social e manifestações de solidariedade a mim — inclusive de jornalistas da própria Rede Globo —, essa autocrítica mambembe sequer teria sido feita. Pedir desculpas é um gesto que exige grandeza.
 

Vereador do PSOL comenta a votação do Plano Diretor em Florianópolis

Depois de votar o Plano Diretor sem acesso à redação final e, especialmente, aos mapas com as mais de 300 emendas, a Câmara de Florianópolis protagoniza um outro vexame: aprovou a redação final do PLC 01292/2013 sem o quórum mínimo exigido pela Lei Orgânica do Município.
Atento, o vereador Afrânio Boppré (PSOL) encaminhou, junto com os vereadores Lino Peres (PT) e Pedrão (PP), recurso para que a votação seja refeita. Estavam presentes na sessão desta segunda-feira (6), que aprovou a matéria, 17 vereadores e somente 13 votaram favoráveis, quando o mínimo exigido é 16. A Lei Orgânica – § 1º do Art. 61 – é bastante clara: o Plano Diretor e suas respectivas alterações serão aprovados pelo voto de dois terços dos membros da Câmara.
“A Mesa Diretora adotou um critério aleatório, não previsto no regimento de interno, ao aprovar centenas de emendas ao Plano Diretor com maioria simples, mas a redação final com apenas 13 votos, é uma aberração”, denuncia Afrânio. O parlamentar do PSOL pretende recorrer à Justiça, caso a Câmara não acate o recurso.
Antes mesmo da polêmica sessão sobre a aprovação do Plano Diretor em Florianópolis começar, as portas da “casa do povo” foram fechadas. Enquanto mais de 200 manifestantes indignados protestavam tanto na galeria da Câmara Municipal quanto nas ruas, a aprovação da redação final se deu em apenas 20 minutos. A Polícia Militar e a Guarda Municipal, mais uma vez, reagiram com extrema violência aos protestos da população, com espancamentos e uso de spray de pimenta e armas de choque. “O curioso é que enquanto o principal responsável pelo conflito viaja em férias, a Câmara assume todo o desgaste de aprovar uma matéria dessa envergadura sem o necessário debate público e democrático”, avalia o vereador do PSOL.




Plano Diretor: Justiça repõe nos trilhos trem desgovernado da prefeitura

Diz um velho ditado que quem faz errado, faz duas vezes. Foi assim como o edital dos ônibus e também está sendo assim com o novo plano diretor da Cidade. A prefeitura desconsiderou opiniões divergentes, atropelou processos e, até mesmo, ignorou olimpicamente a própria Lei. Resultado: na noite desta segunda-feira (18) o juiz federal Marcelo Krás Borges acatou o pedido de liminar encaminhado pelo Ministério Público Federal, paralisando a tramitação do Plano Diretor na Câmara de Vereadores. A primeira votação do projeto de lei estava marcada para a tarde desta terça-feira.
 
Desde a semana passada o vereador Afrânio Boppré (PSOL) tem alertado para a total impossibilidade de a Câmara votar a matéria sem um parecer técnico do IPUF. “Foram quase 700 emendas, metade delas do próprio Executivo, e muitas, mal redigidas e contraditórias entre elas”, denunciou. Apesar dos alertas, segundo Afrânio, a Câmara não alterou o calendário. “Votar do jeito que está, seria uma vergonha para o parlamento e um atestado de submissão”, argumentou o vereador do PSOL.
 
De acordo com a Justiça, o projeto terá que ser devolvido à Prefeitura de Florianópolis. A administração deverá elaborar um novo texto final depois de realização de 13 audiências públicas distritais e uma audiência geral, com a coordenação do Núcleo Gestor – destituído há dois meses por ato do Prefeito. Só então, será novamente encaminhado à Câmara de Vereadores. A Prefeitura tem prazo de 60 dias para realizar as audiências públicas.
 
Na manhã desta terça-feira, em entrevista coletiva, o secretário do Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, Dalmo Vieira, disse aos jornalistas que a Prefeitura vai recorrer da decisão. Afirmou também que teve acesso as 620 emendas e que elas não “desvirtuam” o plano original.

Não é a opinião do Vereador. “Não acredito que o Secretário tenha lido as emendas, pois se aprovadas, configuram uma cidade totalmente diferente da que está sendo proposta no projeto original”, comentou. Afrânio citou apenas um exemplo emblemático: a Ponta do Coral. “Tem emenda minha do Pedrão e do Lino propondo zoneamento de área verde de lazer, tem emenda de outros vereadores com gabarito de 16 andares e tem o projeto original que limita a seis pavimentos”, destaca, assegurando que é só um exemplo e que existem dezenas de outros absurdos semelhantes.
 
“A Justiça nos dá uma oportunidade, que vinha sendo negada pelo Executivo, de concluir esse processo de modo racional e, acima de tudo, respeitando o trâmite democrático e o debate público do plano diretor”, conclui Afrânio.
 

A cidade do pensamento único

*Por Elson Manoel Pereira
 
Uma sociedade democrática deve se caracterizar pela pluralidade de ideias. Quanto mais madura for a democracia, maior a possibilidade de colocar em diálogo projetos diferentes de sociedade. Por outro lado, quando se procura impor um modelo de sociedade a despeito ( e em desrespeito) de outras possibilidades observamos práticas que impedem a prática democrática.

Temos acompanhado o debate (?) sobre o novo Plano Diretor do município e estamos muito preocupado com a forma através da qual o processo tem sido encaminhado.
 
A primeira questão diz respeito a maneira atropelada como foi feito o encaminhamento do projeto do plano à Câmara de Vereadores. Sem a possibilidade de conhecer o plano previamente, a população foi impedida de discuti-lo. Enganam-se aqueles que acham que o plano vem sido discutido desde de 2006. A versão que chegou a câmara é nova; ficou pronta (precariamente) apenas no final de agosto.

O processo de planejamento participativo iniciado em 2006 se caracterizou sobretudo pela descontinuidade e desconfiança. A nova administração não retomou a discussão; ela optou por fazer a sua própria proposta.
 
Esta pressa da administração em apresentar sua proposta de plano diretor trouxe consigo não apenas o prejuízo da discussão mas igualmente na forma do projeto de lei que chegou à Câmara: ela apresenta problemas sérios do ponto de vista processual e de forma jurídica ao ponto de não prever sequer as leis que precisam ser revogadas. O mapa de zoneamento, desenhado com softwares amadores, contêm erros de traçado enormes e já foi substituído várias vezes. Há uma insegurança em relação qual o zoneamento a ser discutido.
 
A administração apresentou semanas após a entrada do projeto na Câmara, mais de 250 modificações ao plano que ela mesmo elaborou. O que significa isto? Insuficiência de debate? Falta de convicção de modelo de cidade ou os dois ?
 
Além das mudanças propostas do próprio executivo, outra grande quantidade de mudanças pontuais de mudanças de zoneamento está sendo apresentada pelos vereadores, numa reprodução de fragmentação histórica que o espaço da cidade tem se submetido. Essas mudanças de zoneamento na maioria das vezes não tem justificativa de coerência urbana, representando na verdade interesses individualizados.
 
Estamos caminhando para o caos urbano em Florianópolis sob o olhar complacente de muitos...Quem ousa discordar, é acusado de estar contra a cidade. Um pensamento único se impõe a todos.
 
*Elson Manoel Pereira é doutor em Urbanismo e Professor de Planejamento Urbano na UFSC.
 

Frente de Luta pelo Transporte realiza assembleias populares sobre a licitação


Na falta de dialogo da prefeitura sobre o processo de licitação do transporte público de Florianópolis, coube ao povo se organizar para discutir os rumos da mobilidade urbana da cidade pelas próximas décadas. Serão realizadas diversas assembleias pela cidade para discutir o tema com a população.

Segue abaixo o chamado com o calendário de assembleias:

Você sabia que a proposta da prefeitura é manter as mesmas empresas com seus principais problemas por mais 20 anos? Porque Será que o prefeito não está querendo debate com você a escolha das empresas e como elas vão oferecer o serviço? 

Será que é porque ele não quer que a gente saiba das vantagens que os empresários continuaram tendo, prejudicando a nós usuários do transporte público? Essa licitação não incluirá novas linhas, o aumento da tarifa será anual, poucos ônibus poderão receber cadeira de rodas. Como estará i sistema de transporte daqui a 20 anos?
Sua participação é muito importante. Venha contar quais são os problemas da sua região. Serão 7 encontros para debater e juntos formularmos propostas. Veja o calendário e participe!

05/11 - Centro
Largo da Alfândega, 19h

06/11 - Trindade
Praça Santos Dumont (ao lado do Comper), 19h

07/11 - Coloninha
Ao lado do campo do Figueirense, 19h

09/11 - Coqueiros
Parque de Coqueiros, 10h

09/11 - Lagoa
Praça do Centrinho da Lagoa, 19h

11/11 - Rio Tavares
Ao lado do TIRIO, 19h

12/11 - Canasvieiras
Ao lado do TICAN, 18h 30min

Sintraturb organiza seminário sobre o transporte em Florianópolis neste sábado

O Sintraturb vai realizar no próximo sábado (19) o seminário “O Futuro do Transporte em Florianópolis”. O objetivo do encontro, que vai reunir movimentos sociais, sindicatos e comunidade em geral é fazer o que a Prefeitura não vem fazendo: debater a fundo o modelo de transporte que desejamos.



O seminário será realizado no dia 19 de outubro, das 9 às 17h30, no auditório do Sinjusc (Avenida Mauro Ramos, 448, Centro).
Confira abaixo os temas e os palestrantes do encontro
Temas: Monopólio, Estatuto das Cidades e mobilidade urbana
Com Afrânio Boppré, vereador do PSOL em Florianópolis
Bilhetagem eletrônica
Werner Kraus Junior, chefe do departamento de automação da UFSC
Logística e Ocupação do Solo
Lino Peres, vereador do PT em Florianópolis
Aspectos legais da licitação do Transporte
Márcio Harger e Rafael Poletto

Comunidades realizam ato por Plano Diretor que construíram.

Comunidades de Florianópolis realizaram nesse dia 15 de outubro de 2013 um ato público diante da Prefeitura Municipal, que destituiu o Núcleo Gestor do Plano Diretor e está apresentando para a Câmara um plano que pode não ter a visão das comunidades. Importante lembrar que as comunidades vem discutindo esse plano desde 2006.




*Retirado do site da revista Pobres e Nojentos: http://pobresenojentas.blogspot.com.br/2013/10/comunidades-querem-o-plano-diretor-que.html

PSOL organiza debate com o tema Conflitos Urbanos.

Vivemos em Florianópolis um momento ímpar, grave, por uma lado, mas auspicioso, por outro. A parte trágica decorre do avanço do capital e do agigantamento da cidade de mercado e das elites- com suas relações diretas com os municípios vizinhos. 
de outro lado, explodem movimentos, grupos de ação direta, ocupações urbanas. As jornadas de junho, com sua complexidade e heterogeneidade, levaram as ruas milhares de pessoas, além da juventude e dos estudantes, em torno da tarifa zero, mas com outras pautas nacionais urgentes e locais, igualmente urgentes.

Como genuíno "comitê de negócios do capital" - a prefeitura segue a politica anterior no transporte, acirrando o conflito com o SINTRATURB e desconsiderando os pleitos do MPL e da Frente Unificada pelo transporte. Além disto, presenteia a população com a FARSA do PLANO DIRETOR, com requintes colonialistas e tecnicistas, de braços dados com a mídia local. A cidade do mercado tenta se impor a cidade dos direitos.

Para conversar sobre isto e fortalecer a cidade de direitos, o diretório municipal do PSOL convida todos e todas para um encontro no dia 9, quarta-feira, às 19 horas no SINTESPE para debatermos sobre esse importante tema. O tema do debate será:
CONFLITOS URBANOS: Cidade Direito x Cidade Mercado. 

Estão confirmados:
- Ruy Pure Alves - Representanto do Distrito Sede (Centro) no Núcleo Gestor
- Representante do MPL
- Representante da Frente Autônoma de Luta por Moradia

Relembrando:
Quando?
Quarta-feira, 09/10, às 19 horas
Onde?
SINTESPE. Praça Olivio Amorim, 82, Centro

PSOL SC tem novo diretório e o jornalista Leonel Camasão é eleito presidente


Foto: PSOL-SC
O 4º Congresso do PSOL de Santa Catarina elegeu o jornalista Leonel Camasão para presidir o partido nos próximos dois anos. Com 60% dos votos, a chapa "Unidade Socialista por um PSOL Popular" ganhou o direito de indicar o presidente e outros 16 membros do Diretório Estadual do partido, que totaliza 28 cadeiras. 

Com militância política em Joinville, maior cidade do Estado, Leonel substitui, na presidência do partido, o vereador Afrânio Boppré, de Florianópolis. 

A trajetória de Leonel teve início no movimento estudantil, com passagens pelo Movimento Passe Livre e movimentos ligados aos direitos humanos. Atualmente, faz parte da direção do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina. 

A chapa vencedora contava com o apoio de outras lideranças do partido, como o vereador Afrânio, e os ex-candidatos Elson Pereira e Rafael Melo, que concorreram às prefeituras de Florianópolis e São José, respectivamente. 

Também foram eleitos três delegados ao Congresso Nacional do Partido. A chapa "Unidade Socialista" ficou com duas vagas, indicando os nomes de Leonel e Elson. A chapa "Para o PSOL Continuar Necessário", liderada pela presidenta do PSOL Florianópolis, Lea Medeiros, ficou com a terceira vaga. 
 
Veja os resultados completos
Eleição para delegados nacionais
Chapa 3 - Unidade Socialista Por um PSOL Popular/Independentes
56,52% - 2 delegados
 
Chapa 1 - Para o PSOL continuar Necessário/Independentes
21,74% - 1 delegado
 
Chapa 2 - Democracia Real Já, nas ruas e no PSOL/Independentes
17,39% - Nenhum delegado
 
Uma abstenção
 
Eleição para direção estadual
Chapa 3 - Unidade Socialista Por um PSOL Popular/Independentes
60,87% - 17 cadeiras (4 executivas)
 
Chapa 2 - Democracia Real Já, nas ruas e no PSOL/Independentes
26,09% - 7 cadeiras (2 executivas)
 
Chapa 1 - Para o PSOL continuar Necessário/Independentes
13,04% - 4 cadeiras (1 executiva)
 

Assista ao programa político do PSOL, veiculado nesta quinta-feira (03), em todos os canais da TV aberta

Foi ao ar nesta quinta-feira (03), em cadeia nacional de rádio e TV, o segundo programa político do PSOL em 2013. Conforme estabelecido pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o programa teve 5 minutos de duração e foi transmitido nas emissoras de rádio AM e FM e de TV aberta.

O programa retrata as manifestações de junho, expressa a oposição de esquerda e programática ao governo Dilma, critica as políticas conservadoras em pauta no Congresso Nacional, como a terceirização e os ataques aos direitos indígenas, e apresenta as principais propostas do partido – voto aberto, reforma política, casamento civil igualitário, luta contra os leilões do petróleo, democratização da mídia e combate à corrupção.

Assista abaixo.

PSOL e PCLCP organizam debate sobre a construção do projeto popular para SC

O PSOL e o Polo Comunista Luiz Carlos Prestes (PCLCP) organizam nesta sexta-feira um debate sobre a construção de um projeto popular para Santa Catarina. A mesa de debates será composta pelo ex-candidato a Presidente da República pelo PSOL, Plinio de Arruda Sampaio, o Presidente Nacional do PSOL, Deputado Federal Ivan Valente, o Deputado Estadual Amauri Soares, do PCLCP e recém filiado ao PSOL. A mesa será coordenado pelo Vereador e Presidente Estadual do PSOL SC, Afrânio Boppré, e tem como como convidados as organizações: Refundação Comunista e Brigadas Populares. 

O debate será no plenarinho da ALESC, às 19 horas. Veja o evento no facebook: https://www.facebook.com/events/1385194245050303/





Programa de TV do PSOL vai ao ar nesta quinta-feira

Na próxima quinta-feira, 3 de outubro, será transmitido, em cadeia nacional de rádio e TV, o programa do PSOL deste segundo semestre de 2013. Conforme estabelecido pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o programa terá 5 minutos de duração. Nas emissoras de rádio AM e FM, o programa será transmitido às 20h. E na TV será às 20h30, em todos os canais de sinal aberto.
 
O programa vai retratar as manifestações de junho, expressar a oposição de esquerda e programática ao governo Dilma, criticar as políticas conservadoras em pauta no congresso nacional, como a terceirização e os ataques aos direitos indígenas e apresentar as principais propostas do partido – voto aberto, reforma política, casamento civil igualitário, luta contra os leilões do petróleo, democratização da mídia e combate à corrupção.
 
Não perca e ajude a divulgar o programa nas redes sociais.

Deputado estadual Amauri Soares se filia ao PSOL e reforça o partido como a alternativa de esquerda


Foto: PSOL-SC
Do site do PSOL Nacional, Leonor Costa

O PSOL de Santa Catarina, e por conseqüência o PSOL Nacional, ganhou um reforço importante nesta terça-feira (01/10), com a filiação do deputado estadual Sargento Amauri Soares. O ato político de filiação, seguido de coletiva à imprensa, realizado na tarde de ontem, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), contou com a participação do presidente do diretório estadual e vereador em Florianópolis, Afrânio Boppré, da presidente do diretório municipal, Lea Medeiros, de outros militantes do PSOL no Estado, de lideranças dos movimentos estudantis e dos trabalhadores sem terra, da Associação de Praças do Estado de Santa Catarina (Aprasc) e de sindicatos.

Sargento Soares, considerado um comunista histórico e que está em seu segundo mandato de deputado estadual, explica que a sua entrada no PSOL tem a perspectiva de fortalecer o bloco popular de esquerda em Santa Catarina. "Temos que reaglutinar a população para se contrapor ao bloco dominante, já que temos quase uma ditadura do pensamento único hoje em nosso país. E o PSOL é a alternativa", afirmou Sargento Amauri Soares, logo após o ato de filiação na Alesc.

Para reafirmar a escolha pelo PSOL, o deputado estadual citou os parlamentares do partido no Congresso Nacional, que, segundo ele, são os únicos que fazem o enfrentamento com as pautas históricas da esquerda. "A bancada do PSOL no Congresso Nacional é que cumpre esse papel à esquerda. No PSOL, nosso mandato segue na defesa dos interesses da classe trabalhadora e na luta pela transformação socialista da sociedade".

Sobre a sua expulsão do PDT recentemente, o novo filiado ao PSOL afirma que isso se deu pelo fato de que o seu mandato nunca compactuou com acordos e conchavos que favorecem setores dominantes e com a linha fisiológica adotada pela sua antiga sigla. "Eles me expulsaram porque não queriam um parlamentar que discordasse e denunciasse os acordos que vinham fazendo. Os problemas já viam de muito tempo e já não estava mais sendo possível atuar no partido (PDT). Essa saída, ao mesmo tempo que nos deixa indignado, nos honra, porque significa que mantivemos a coerência e as posições firmes em defesa da classe trabalhadora".

Em nota publicada no site do seu mandato, Sargento Soares reafirma seu compromisso com os ideais socialistas e explica os motivos que o levaram às divergências. "Devo explicar porque, de certo modo, é para mim uma honra ser vítima deste ato covarde de expulsão. Em primeiro lugar, porque ele é um ataque extremado dos que, apesar de traficar com seu próprio ideário herdado, sabem que nunca iriam nos desviar de nossas convicções político-ideológicas e de uma prática coerente com a sólida identidade socialista. Em segundo lugar, porque as pessoas que decidiram me expulsar abandonaram há muito tempo o melhor da tradição trabalhista: o legado brizolista, a batalha pelos interesses do povo brasileiro, a luta contra o imperialismo e qualquer verniz de luta pelo socialismo. É coerente que os que traem o melhor do seu passado também reneguem as suas alianças e amizades mais saudáveis".

Afrânio Boppré, presidente do PSOL-SC e secretário de Relações Internacionais do PSOL Nacional, considera a entrada de Sargento Amauri Soares como um reforço importante para a atuação do partido em Santa Catarina. Segundo Boppré, com o deputado estadual também vieram para o partido outros militantes que se somarão à luta socialista.

"O Sargento Soares é um comunista histórico e respeitado no nosso Estado. A vinda dele mostra o trabalho do PSOL como referência e alternativa à esquerda, reconhecida pelo povo", avaliou o vereador e dirigente do partido.

PSOL se fortalece com a adesão de novos militantes em todo Estado

O PSOL oficializou nesta terça-feira (1º) a filiação do deputado estadual Amauri Soares. É a segunda vez que o partido assume uma cadeira na Assembleia Legislativa. A primeira foi quando o então deputado Afrânio Bopreé, hoje vereador em Florianópolis, deixou o PT para fundar o Partido no Estado.
Presidente estadual do partido, Afrânio estava ao lado de Soares no momento da filiação. Também estavam presentes a presidenta do Partido em Florianópolis, Léa Medeiros, o ex-candidato a prefeito na cidade, Elson Pereira, Rafael Melo, ex-candidato a prefeito de São José, domicílio eleitoral do Deputado, e dezenas de lideranças do PSOL, como Alberi Adriano, Tico Lacerda e Valdir Braz,  e da Aprasc – Associação de Praças da Polícia Militar de SC.
Durante os últimos dias, militantes de movimentos sociais, em todo o Estado aderiram ao Partido. É o caso, por exemplo, do conhecido músico e ativista cultural, Neco, proprietário do Rancho do Neco, no Sambaqui e Ricardo Muller, liderança comunitária do bairro Coqueiros que defende com unhas e dentes uma das últimas áreas de mangue na região continental da cidade, visada por um grupo empresarial para erguer mais um empreendimento imobiliário. Também se filiaram ao PSOL, Pedro Costa, liderança comunitária de Blumenau, Márcio Forte, do movimento de defesa da saúde pública, Armindo Maria, de Blumenau, João Ernesto Kock, de Florianópolis, Laurindo Nereu Guisel, de Chapecó, entre muitos outros.
“Tenho certeza que a adesão do deputado Soares e de todos esses companheiros vão contribuir para fortalecimento do nosso Partido em Santa Catarina e nos tornar cada vez mais a referência de esquerda para a sociedade”, disse o vereador Afrânio.

PDP em xeque - as jogadas estão postas


É preciso resgatar o processo do PDP e seus antecedentes para entender o conflito posto à mesa nesses dias decisivos de outubro. Essa ‘visão de conjunto’ é fundamental para entendermos esse momento pela qual estamos passando no PDP de Florianópolis.
O ‘Movimento Pela Reforma Urbana’, arquitetado nos idos dos anos 80, conseguiu inserir na Constituinte de 88 uma série de dispositivos de planejamento urbano que desencadearam sucessivos processos de normatização, tal como o que confluiu para a discussão e aprovação do Estatuto da Cidade em 2001, treze anos após, fato que já evidencia premeditada procrastinação do processo legislativo quando esta morosidade visa privilegiar determinados setores, como neste caso, o da construção civil e especulação imobiliária, em detrimento da qualidade de vida da população e da natureza.
Ainda que não perfeita, essa lei federal obriga os municípios, especialmente os maiores, a adotar uma série de procedimentos quanto à discussão e aprovação de seus Planos Diretores, entre os quais, a criação de um ‘Núcleo Gestor Municipal do Plano Diretor’, assim como a imposição de que o processo seja ‘participativo’, e cuja atribuição precípua é a de regular todo esse processo. Isso representou um enorme avanço em cima de tudo o que havia anteriormente em termos de planejamento urbano no país, feito intra-muros. Porém, os setores interessados em que esse processo não funcione a contento fazem de tudo para descaracterizá-lo, ferir suas bases conceituais e, pior, ao longo dos últimos anos, bolaram uma série de estratagemas que conformam um ‘jogo de faz-de-conta’, dando um matiz de participação popular apenas para cumprir formalmente o enunciado disposto em lei, quando não ignorando solenemente os ‘núcleos gestores’ constituídos, como foi o caso de Florianópolis, mais uma vez reprisado por via das últimas ações da PMF.
No dia 28 de setembro de 2006 tem-se o registro formal da primeira reunião do Núcleo Gestor Municipal do PDP já constituído, realizada na sede da OAB/SC, há exatos sete anos. Ela, porém, foi precedida por uma série de Reuniões Públicas, entre elas duas realizadas no Teatro Álvaro de Carvalho, em julho e agosto daquele ano, visando discutir a formação do NGM que, inicialmente, ficaria composto por 26 membros apenas. Posteriormente, em votação apertada, venceu a proposta de expandir o colegiado para 39 membros, agregando aos 26 originais, outros 13 representantes dos 12 Distritos da capital, subdividindo o Distrito Centro em duas representações, uma da ilha, outra do continente, dada a sua dimensão territorial e populacional. Essa ‘saudável e democrática expansão’ alteraria a composição dos blocos presentes no NGM, fazendo como que a bancada do governo diminuísse em proporção frente às bancadas das entidades e aquela emanada pelos Distritos. Foi, portanto, uma grande vitória para o movimento popular da cidade. Estávamos no 2º ano do governo Dario Berger que prometia entregar o anteprojeto em no máximo um ano, como ‘grande realização do seu governo’, e sempre tomado como ‘absoluta prioridade’, conforme dizia à época.
A eleição dos representantes distritais desencadeou uma disputa frenética por posições políticas de todos os setores envolvidos no processo, algumas até resultando em conflitos abertos, porém, todas legitimadas por um regramento inquestionavelmente democrático estabelecido pelo próprio Núcleo Gestor Municipal, e que foi implementado equanimente do início ao fim nessa 1ª bateria de 13 Audiências Públicas Distritais pelo IPUF. O processo de participação popular tomou um vulto inesperado até mesmo para as lideranças comunitárias envolvidas à época, por vezes atropeladas pela força da pressão autônoma exercida pelas suas comunidades, quando se deu a 2ª bateria de Audiências Públicas para deliberação das diretrizes emanadas da chamada ‘leitura comunitária’. Com elas, estavam traçadas as linhas gerais que fundamentariam todo o anteprojeto do PDP, colidindo frontalmente com os interesses especulativos e dos setores empresariais da cidade. Acuada politicamente, a Prefeitura optou por ‘esfriar o processo participativo’, suspendendo os trabalhos do NGM ao final de 2008, tomando como argumento/pretexto um documento emanado pela então já formada ‘bancada popular’, grupo de representantes de distritos e algumas entidades dos movimentos sociais da cidade. Efetivou-se, assim, o primeiro golpe na democracia participativa do processo do PDP, o qual continuaria sob o comando burocrático do IPUF na seqüência do 2º governo Dario Berger, reeleito para mais um mandato. Em março de 2010, a ‘revolta do TAC’ selaria o rechaço a malfadada proposta elaborada pela CEPA, empresa argentina contratada pelo IPUF, para estupefação geral.
Por força dos movimentos sociais e bases distritais constituídas nessa primeira fase, fez-se a ‘auto-convocação’ do NGM no início de 2009 e buscou-se, acima de tudo, obrigar a PMF a retomar o processo por via da reconvocação do NGM, operação de resistência popular desgastante e morosa que só obteve êxito em agosto de 2011, já em meio a franco processo de esvaziamento de participação popular. Um dos mais fortes argumentos utilizados pela ‘bancada popular’ e pelos MP’s foi justamente o descumprimento do Estatuto da Cidade, pressão que sob a ameaça de ‘improbidade administrativa’, fez com que Dario Berger reconvocasse formalmente o NGM, colocando à sua frente Rodolfo Pinto da Luz, por ‘ironia do destino’, o atual Secretário de Educação de Cezar Souza Jr.. Mais uma vez, assim como em 2007, Dario prometia que entregaria o anteprojeto e o aprovaria na Câmara Municipal até o final de seu 2º governo e, mais uma vez, o processo foi arrastado por culpa da própria administração que não colocou sua máquina para ultimar o anteprojeto como deveria ser feito e empreender a articulação política para aprová-lo.
Diante do orquestrado ‘jogo de empulhação procrastinadora’, as forças empresariais e o jogo político perverso dos principais atores políticos envolvidos na cidade começaram a atribuir os constantes atrasos do PDP ao Núcleo Gestor Municipal, consolidando a noção da ‘pressa’ para ultimar o processo, um dos argumentos falaciosos que embala o atual discurso de César Souza Jr, segundo ele, urgência esta necessária para ‘o bem da cidade’.
Em clássico rompante midiático, anunciou no dia 25 de abril deste ano a ‘retomada do NGM’, emitindo decreto de reconstituição do mesmo, porém, retirando-lhe a principal atribuição, que é a de normatizar o processo de discussão e deliberação, tornando o NGM mera ‘peça decorativa’ do PDP. Ainda no evento de abril, o IPUF anunciava para alguns dias mais a apresentação da primeira minuta do anteprojeto que, pasme, até hoje não se viu disponibilizada em lugar algum.
Desde fins de abril o NGM vive um ‘dilema existencial’, pois não faz idéia se existe ou não existe para as vias de fato e de direito, já que ora é chamado para discutir, ora é ignorado quando discute e decide, como foi o caso da última reunião formal acontecida em 5 de setembro último. Esta reunião deliberou, em votação que apontou 16 votos a favor contra apenas 5 votos contrários (dados à proposta da PMF/IPUF), pela realização de uma bateria de APs Distritais, na esteira do processo vivido em 2007/2008 o qual chancelou, à época, as diretrizes comunitárias e gerais do PDP, processo carregado por enorme grau de participação popular e inquestionável legitimidade.
Na mesma reunião do dia 5, este que redige estas linhas apresentou uma proposta de ‘macro-calendário’, o qual acolheria a bateria das APs Distritais e culminaria o processo deliberativo do anteprojeto em uma Audiência Municipal a ser feita ainda até o final deste ano, contemplando todas as partes que querem ver o processo encerrado o quanto antes e da forma como manda a lei. A proposta, porém, sequer foi permitido discutir no plenário uma vez que, em gesto antidemocrático e francamente desrespeitoso ao colegiado, o presidente do NGM, Dalmo Vieira, encerrou intempestivamente a reunião bem antes do seu horário regimental, alegando levar ao Prefeito a deliberação recém emanada no colegiado, reprisando, assim, um gesto exatamente igual ao feito por Ildo Rosa (então presidente do NGM) cinco anos atrás, quando este recebeu o documento/proposta da ‘bancada popular’, acima lembrado. O seu modus operandi parece ter ‘feito escola’ na administração municipal.
Mas agora, ao contrário de Dario Berger, que em 2009 suspendeu oficialmente as funções do NGM, Cezar Souza o pôs em uma espécie de ‘limbo’ jurídico, razão do seu dilema existencial, comunicando em uma nota lacônica assinada pelo Presidente do NGM, que, para todos efeitos não foi extinto, eivada de omissões e falsas premissas, a exemplo das que reportei acima, que ‘tem o maior respeito pelo colegiado’, mas que, diante da conjuntura, fará mesmo o que deu na sua telha autoritária. Não é pouco.
Em verdade, pretende entregar o anteprojeto sem passar pela chancela de Audiências Distritais, substituindo-as pelo que chama de ‘oficinas comunitárias’ e culminando o processo em uma só ‘Audiência Geral’, que sequer terá caráter deliberativo como se observa, pois chamada para ocorrer entre 19h e 22h do próximo dia 17 de outubro, logo mais. Dias depois, garante, entregará o texto para a Câmara Municipal, atropelando tudo o que recomenda um processo participativo e que, por esse caráter, pode ser acolhido como legal e legítimo. Arrisca-se, pois, a algum desgaste político que, em seus cálculos, certamente está disposto a enfrentar. Tem, porém, a seu dispor, um quartel de comunicadores, formadores de opinião e entidades vassalas que, segundo seus cálculos, imprimirão força midiática a suas posições tão hegemônica que neutralizará qualquer oposição, ainda que esta seja calcada no simples cumprimento da lei.
O movimento popular da cidade, no entanto, além da cautela que deve ter diante do que apresentará o texto do anteprojeto, deve reivindicar a aplicação da lei sem subterfúgios, sem meias tonalidades, exigindo a prevalência da decisão do NGM tomada em sua última reunião, que é a realização das Audiências Públicas Distritais antes da realização da AP Municipal, além de bem convocadas e organizadas, por pressuposto, conferindo ao NGM a primazia sobre o processo, como manda a lei e por ele havia sido decidido legitimamente em sua última reunião no dia 5.09.
O ‘cálculo político’ de Cezar Souza toma como base a franca desmobilização popular em torno do tema, já que levado aos trancos e barrancos ao longo de penosos sete anos como relatei acima, e computa que, diante de possíveis ‘jus esperniandis’ aqui e acolá, superará o desgaste da crítica a seus atos imperiais pelo cumprimento de sua promessa de campanha, constantemente reiterada – a entregar do anteprojeto do PDP à Câmara até o final deste ano. Misturam-se, com rara nitidez, nesse tumultuado processo, conteúdo e método, ambos irremediavelmente arranhados por culpa de sucessivas administrações municipais que descumpriram o Estatuto da Cidade e quando o fizeram, o fizeram ‘a meia boca’, como mais uma vez se vê agora.
Parece incrível que, depois das imensas mobilizações de junho e julho no país, em prol de mais democracia participativa, transparência e tantas outras reivindicações ‘mais republicanas’, o governo municipal se dê o luxo (ou arrogância) de executar um processo imperial dessa natureza, impondo sua agenda política ao ignorar solenemente o Núcleo Gestor Municipal do PDP. Se há uma conclusão que se poderá antecipar de antemão desse tumultuado processo do PDP em Florianópolis, é a de que em realidade somente um setor da cidade saiu dele vitorioso e ganhando política e economicamente: o da construção civil de braço dado com a especulação imobiliária, em detrimento da ampla maioria da população vivendo em meio a congestionamentos torturantes e tropeçando por sobre esgoto a céu aberto.
A você que leu essas linhas peço para ficar antenado nas posições e participar das ações que serão levadas a efeito pela ‘bancada popular’ do NGM que, em linhas gerais, procurarão denunciar o ‘embuste de democracia participativa’ perpetrada pelo governo municipal, ao mesmo tempo reivindicando uma série de questões-chave no texto do anteprojeto que será enviado à Câmara nos próximos dias, a se cumprir esse calendário imposto goela abaixo pela Prefeitura. Depois, porém, na Câmara Municipal, começa outra briga para que não tenhamos extirpado do texto e dos mapas decorrentes, aqueles quesitos que foram objeto da primeira fase do PDP. Portanto, meu amigo, se você acha que alguém já ‘ganhou a guerra’, prepare seu espírito, pois isso que estamos vivenciando é apenas mais uma batalha pelo direito à cidade e plena cidadania.
Florianópolis, 30 de setembro de 2013
Gert Schinke
Representante Titular Distrital do Pântano do Sul no NGM-PDP

Parlamentares do PSOL protocolam ação popular na Justiça Federal pedindo suspensão do leilão do campo de Libra


Senador Randolfe protocola ação popular na Justiça Federal, em Brasília / Foto: Gisele Barbieri
Do site do PSOL Nacional, Leonor Costa

A ação tem como rés a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e sua diretora geral, Magda Maria de Regina Chambriard

O senador Randolfe Rodrigues, do PSOL do Amapá, protocolou na tarde desta quarta-feira (25), na Justiça Federal em Brasília, ação popular com pedido de liminar para que seja sustado o leilão de petróleo do campo de Libra, localizado na Bacia de Santos. A rodada de leilão da Agência Nacional de Petróleo (ANP) está prevista para ocorrer no dia 21 de outubro.

Assinada pelos deputados Ivan Valente – presidente do PSOL Nacional, Chico Alencar e Jean Wyllys e pelo senador Randolfe Rodrigues, a ação considera o leilão como ato lesivo ao patrimônio público e aos interesses nacionais. “A Petrobras, por determinação do seu principal acionista, a União, está perdendo capital com importação de derivados, vendendo-os por preços menores, e pode não dispor de recursos para participar de muitas áreas oferecidas nos leilões”, afirma o texto.

A ação reforça, ainda, que a transferência deste manancial ao capital estrangeiro está sendo feita sem que o país tenha qualquer urgência do ponto de vista de suas necessidades energéticas. “O leilão não tem por objetivo suprir qualquer necessidade de abastecimento do país”, pondera.

Segundo os dados do Anuário Estatístico Brasileiro de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, as reservas brasileiras de petróleo já reconhecidas internacionalmente registraram aumento de 5,6% em 2012, atingindo 15 bilhões de barris, o que colocou o País na 14ª posição mundial. Já as reservas de gás natural cresceram 8,6%, para 459,4 bilhões m³, fato que levou o Brasil à 31ª colocação no ranking das maiores reservas.

Ao apresentar esses dados na ação popular, o PSOL argumenta que “a soma das reservas já reconhecidas - 15 bilhões de barris - e das reservas do pré-sal já descobertas pela Petrobras - 54 bilhões de barris - representa um contingente de 69 bilhões de barris de reservas, o que equivale a aproximadamente 50 anos de autossuficiência da produção nacional deste produto, tendo em vista que as previsões da ANP sobre autossuficiência eram de 15 anos com 14 bilhões de barris”.

Nesse sentido, conforme pondera o PSOL, um segundo ponto fundamental previsto na ação popular é que não há qualquer urgência na licitação de uma das maiores reservas de petróleo do mundo. “A realização do leilão configura ato lesivo ao patrimônio público e aos interesses nacionais”, enfatiza.

Outra questão ponderada pelo PSOL é quanto ao papel do Tribunal de Contas da União (TCU) nesse processo, que não foi ouvido até o momento. Na ação, o partido denuncia que o leilão ainda se configura em “flagrante ofensa ao TCU”, que tem por obrigação acompanhar e conceder parecer prévio sobre procedimentos licitatórios.

“Nas concessões ou partilhas de exploração de petróleo, o TCU deve acompanhar todas as fases dos processos de outorga, os procedimentos licitatórios e os atos decorrentes. Conforme a IN/TCU 27, a atribuição do TCU se desenvolve em quatro estágios: primeiro, examina os estudos de viabilidade econômica e os relatórios sintéticos dos estudos de impacto ambiental, que devem ser encaminhados pela ANP ao TCU antes da publicação do edital de licitação; segundo, faz a verificação do edital e a minuta de contrato; terceiro, verifica os procedimentos ocorridos na fase de habilitação e julgamento das propostas dos licitantes; e quarto, fiscaliza o ato de outorga e os contratos”, pontua.

Além desses fatos, há a questão da espionagem norte-americana sobre a Petrobras, confirmada por documentos divulgados por Edward Snowden, ex-analista da Agência Nacional de Espionagem dos Estados Unidos (NSA).

Em pronunciamento nesta tarde no plenário da Câmara, o presidente do PSOL, deputado Ivan Valente, ao informar a ação protocolada pelo partido na Justiça Federal, denunciou que o leilão é desnecessário ao país e, por isso, defendeu a sua suspensão, conforme os questionamentos apresentados na ação popular. Ele lembrou, ainda, que o fato de a Petrobras estar entre os alvos de espionagem dos EUA, já coloca o processo sob suspeita. “O que está em jogo é uma reserva brasileira de quase 16 bilhões de barris. Esse leilão é um ato lesivo à nação”, ponderou.

A ação popular tem como rés a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e sua diretora geral, Magda Maria de Regina Chambriard.

PSOL Florianópolis renova direção municipal


A direção municipal do PSOL de Florianópolis está de cara nova. Lea Medeiros, professora e ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal (Sintrasem), é a nova presidenta do partido na capital catarinense. 

A eleição ocorreu em agosto, mas a divisão de tarefas e funções ocorreu apenas no dia 5 de setembro. Ao todo, a direção será composta por 13 militantes do partido, tendo uma executiva de 7 membros. 

Veja as funções de cada um

Lea Medeiros
Presidente

Anderson Morais
Secretário Geral

Stella Veiga
Tesouraria

Alberi Leopoldo Adriano
Formação Política

Valmir Braz de Souza
Mobilização

Tânia Maria Ramos
Movimentos Sociais

Tiago de Azevedo
Comunicação

Vogais
Elisa Ferreira
Georgia Domingues
Hudson Neves
Josemir Cunha
Midiã Fraga
Paulo Wilpert